Mestre Galego

Mestre Galego

terça-feira, 14 de setembro de 2021

 

Eu sou Rodrigo Ribeiro Miranda – MESTRE GALEGO, nascido em 19 de maio de 1986, no Hospital Materno Infantil de Brasília – HMIB – Brasília - Distrito Federal, filho de Zulena Ribeiro Miranda e Aureo Sá Miranda, casado com Gabriela Leles de Oliveira Miranda, pai de Pedro Henrique Vilar Miranda e Lucas Bernardo Vilar Miranda.


Quando vivemos, não percebemos que os fatos da nossa vida são história. Após o decorrer do tempo, algumas vivências passam a ter grande significado dentro de uma história maior.

 

Iniciei na capoeira aos 06 anos de idade - Início na Capoeira

Comecei na Capoeira no Colégio Santa Izabel – Cidade Ocidental – GO - Entorno Sul do DF, através do, hoje Mestre, Julio Ramos, que na época pertencia ao Grupo de Capoeira Evolução. A Capoeira é a paixão da minha vida. Dentro dela, tive a oportunidade de conviver com pessoas inigualáveis, como um dos meus melhores amigos Mestrando Leo Amendoim. O Leo, além de ser um grande Faixa Preta de Caratê, sempre foi um lutador esperto, sempre preocupado com as perfeições dos golpes. Me ajudou com paciência a melhorar a qualidade dos meus golpes. Enquanto treinava no grupo do Mestre Julio Ramos, eu tinha como espelho de capoeirista esse meu grande amigo, que teve a humildade e a generosidade de ajudar, não só a mim, mas a muitos que por ali passavam.  Acompanhei o Mestre Julio até a minha adolescência, quando passei a pertencer ao Grupo Brasília Capoeira do Mestre Marquinhos. Conheci o Mestre Marquinhos aos 9 anos de idade quando levou o Grupo Brasília Capoeira para a Cidade Ocidental, onde eu moro desde quando nasci.

 

Aos 10 anos, através do meu antigo grupo, tive a oportunidade de assistir uma Palestra do Mestre Adilson, por traz da grade de uma escola, de onde via de longe aquele que, para mim, seria impossível chegar perto.

 

“QUANDO ME TORNAR FLUIDO, NENHUMA PEDRA ME BLOQUEARÁ.” (MESTRE ADILSON)

 

Aos 12 anos fui convidado pelo Mestre Baiano para ir em uma roda do Mestre Jomar, quando tive outra oportunidade de ver o Mestre Adilson. Minha admiração era tão grande, que só de estar na mesma roda, já era uma realização, principalmente depois dele ter comentado com o Mestre Baiano que o meu jogo era diferente.

 

Com 18 anos, depois de sair do meu antigo Grupo, o Carioca, aluno do Mestre Marquinhos, me levou para o Grupo Brasília Capoeira. Como já tinha muita admiração também pelo mestre Marquinhos, que foi formado pelo Mestre Adilson, decidi zerar a minha história na capoeira e entreguei minha corda Roxa para o Mestre Marquinhos. Então, tudo de melhor que aprendi na capoeira começou naquele momento, e por isso decidi usar corda crua, que representava o começo de uma nova História na Capoeira.

 

ABANDONEI TUDO QUE ERA TUDO.

E COMO TUDO ERA, ME FEZ CRER

QUE O VAZIO SE TORNA MAIS LEVE,

QUANDO SE PARA DE SOFRER.

O RELATIVO USA MODELOS,

CADA UM NO SEU LUGAR.

E LONGE, É TALVEZ AO SEU LADO,

ONDE A VISTA NÃO OUSA ALCANÇAR.

(MESTRE ADILSON)

 

Lá comecei a conviver e tive o prazer de ser convidado inúmeras vezes para treinar com o Mestre Adilson uma vez por semana.

Acho muito importante mencionar como eram os treinos na época da minha geração. Além da obrigação de conhecer e jogar, quase que religiosamente, as oito sequências de Mestre Bimba, sem as quais não se participava da roda nem era batizado, havia o foco no golpe forte, perfeito e preciso. Feito o aquecimento, em que agachamentos e levantamentos de perna eram intercalados com uma ou mais séries da sequência, os alunos eram agrupados em duplas ou trios. Chinelos nas mãos, distância curta (havia uma altura confortável apenas para os novatos), os golpes se repetiam com obrigação de acertar o alvo e fazer barulho. Quanto mais forte, mais alto o barulho.

 

O BOM CAPOEIRA NA VIDA,

ENXERGA COM GRANDE ANGULAR.

MISTURA SABER COM INSTINTO,

          PRA QUANDO O PERIGO CHEGAR

ANTECIPA A INCERTEZA.

RITIMA DE MUITO A POUQUINHO,

SABENDO QUE O RESULTADO,

SÓ VAI ACHAR NO CAMINHO.

(MESTRE ADILSON)

 

No Grupo Brasília Capoeira, o Mestre Marquinhos representava muito mais que um Mestre, ganhei um amigo, um parceiro de viagens, um irmão mais velho que, infelizmente, no dia 27 de dezembro de 2006, faleceu em um acidente de carro.

 

CADA DIA É UM RENASCER E TER UM DRAGÃO ABATIDO COM MINHA FANTASIA DE JORGE. AGRADEÇO AS DORES QUE SINTO E USO-AS COMO UM DESPERTADOR ME CERTIFICANDO DIARIAMENTE MINHA PRESENÇA. COM ASA QUEBRADA OU DEPENADO, ALÇO VOOS INCERTOS E IMPRECISOS. MAS VOO!!!! (MESTRE ADILSON)

 

No dia 27 de setembro de 2007, com a liderança do Mestre Adilson, reerguemos o Grupo Adilson Capoeira. A minha amizade com o Mestre Adilson se estreitou e passamos a treinar capoeira juntos no Parque da Cidade. Foi então que aquele Mestre Barbado, Gigante, que eu via só de longe como um fã vê seu ídolo, achando que jamais poderia chegar perto, se tornou meu amigo. Passamos a frequentar um a casa do outro.

 

“NÃO DEIXEIS JAMAIS QUE ALGUÉM QUE ACHEGOU-SE DE TI VÁ EMBORA SEM SENTIR-SE MELHOR OU MAIS FELIZ!” (MADRE TEREZA DE CALCUTÁ)

 

No dia 29 de Junho de 2014, fui Graduado Contramestre na Roda da Torre de TV do Mestre Kall, em Brasília-DF, com a presença de vários Mestres de Brasília.

 

Em 11 de Outubro de 2015, foi comemorado os 50 anos de Capoeira do Mestre Adilson, no Colégio Elefante Branco, sob a minha coordenação e do Mestre Eduardo (Foca), do Grupo UCDF.

 

No dia 23 de maio de 2020, aconteceu a comemoração dos 55 anos de Capoeira do Mestre Adilson. Na ocasião, o Mestre Adilson formou Corda Vermelha – Mestre de Capoeira: eu, Rodrigo Ribeiro Miranda (Mestre Galego) e Adilson Alves da Silva Junior.

 

“O IMPOSSÍVEL É PRECONCEITUAR O RESULTADO. SOU BROTO DE BAMBÚ QUE RENASCE DA PODA.” (MESTRE ADILSON)

 

Sigo minha caminhada na Capoeira dando aulas voluntárias na minha casa (na Cidade Ocidental), participando de eventos, batizados, workshops, campeonatos e palestras pelo Brasil e pelo Mundo.

“UM SOLITÁRIO É SEMELHANTE A UM POÇO PROFUNDO. É FÁCIL LANÇAR-LHE UMA PEDRA. MAS SE A PEDRA FOR AO FUNDO, QUEM OUSARÁ RETIRÁ-LA?” (NIETZSCHE)

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