Eu sou Rodrigo
Ribeiro Miranda – MESTRE GALEGO, nascido em 19 de maio de 1986, no
Hospital Materno Infantil de Brasília – HMIB – Brasília - Distrito Federal,
filho de Zulena Ribeiro Miranda e Aureo Sá Miranda, casado com Gabriela Leles
de Oliveira Miranda, pai de Pedro Henrique Vilar Miranda e Lucas Bernardo Vilar
Miranda.
Quando vivemos,
não percebemos que os fatos da nossa vida são história. Após o decorrer do
tempo, algumas vivências passam a ter grande significado dentro de uma história
maior.
Iniciei na capoeira
aos 06 anos de idade - Início na Capoeira
Comecei na Capoeira no Colégio Santa Izabel – Cidade Ocidental – GO - Entorno Sul do DF, através do, hoje Mestre, Julio Ramos, que na época pertencia ao Grupo de Capoeira Evolução. A Capoeira é a paixão da minha vida. Dentro dela, tive a oportunidade de conviver com pessoas inigualáveis, como um dos meus melhores amigos Mestrando Leo Amendoim. O Leo, além de ser um grande Faixa Preta de Caratê, sempre foi um lutador esperto, sempre preocupado com as perfeições dos golpes. Me ajudou com paciência a melhorar a qualidade dos meus golpes. Enquanto treinava no grupo do Mestre Julio Ramos, eu tinha como espelho de capoeirista esse meu grande amigo, que teve a humildade e a generosidade de ajudar, não só a mim, mas a muitos que por ali passavam. Acompanhei o Mestre Julio até a minha adolescência, quando passei a pertencer ao Grupo Brasília Capoeira do Mestre Marquinhos. Conheci o Mestre Marquinhos aos 9 anos de idade quando levou o
Grupo Brasília Capoeira para a Cidade Ocidental, onde eu moro desde quando
nasci.
Aos 10 anos,
através do meu antigo grupo, tive a oportunidade de assistir uma Palestra do Mestre
Adilson, por traz da grade de uma escola, de onde via de longe aquele que, para
mim, seria impossível chegar perto.
“QUANDO ME
TORNAR FLUIDO, NENHUMA PEDRA ME BLOQUEARÁ.” (MESTRE ADILSON)
Aos 12 anos fui
convidado pelo Mestre Baiano para ir em uma roda do Mestre Jomar, quando tive
outra oportunidade de ver o Mestre Adilson. Minha admiração era tão grande, que
só de estar na mesma roda, já era uma realização, principalmente depois dele
ter comentado com o Mestre Baiano que o meu jogo era diferente.
Com 18 anos,
depois de sair do meu antigo Grupo, o Carioca, aluno do Mestre Marquinhos, me
levou para o Grupo Brasília Capoeira. Como já tinha muita admiração também pelo
mestre Marquinhos, que foi formado pelo Mestre Adilson, decidi zerar a minha
história na capoeira e entreguei minha corda Roxa para o Mestre Marquinhos.
Então, tudo de melhor que aprendi na capoeira começou naquele momento, e por
isso decidi usar corda crua, que representava o começo de uma nova História na
Capoeira.
ABANDONEI
TUDO QUE ERA TUDO.
E COMO TUDO
ERA, ME FEZ CRER
QUE O VAZIO
SE TORNA MAIS LEVE,
QUANDO SE
PARA DE SOFRER.
O RELATIVO
USA MODELOS,
CADA UM NO
SEU LUGAR.
E LONGE, É
TALVEZ AO SEU LADO,
ONDE A VISTA
NÃO OUSA ALCANÇAR.
(MESTRE
ADILSON)
Lá comecei a
conviver e tive o prazer de ser convidado inúmeras vezes para treinar com o
Mestre Adilson uma vez por semana.
Acho muito
importante mencionar como eram os treinos na época da minha geração. Além da
obrigação de conhecer e jogar, quase que religiosamente, as oito sequências de
Mestre Bimba, sem as quais não se participava da roda nem era batizado, havia o
foco no golpe forte, perfeito e preciso. Feito o aquecimento, em que
agachamentos e levantamentos de perna eram intercalados com uma ou mais séries
da sequência, os alunos eram agrupados em duplas ou trios. Chinelos nas mãos,
distância curta (havia uma altura confortável apenas para os novatos), os
golpes se repetiam com obrigação de acertar o alvo e fazer barulho. Quanto mais
forte, mais alto o barulho.
O BOM
CAPOEIRA NA VIDA,
ENXERGA COM
GRANDE ANGULAR.
MISTURA
SABER COM INSTINTO,
PRA QUANDO O PERIGO CHEGAR
ANTECIPA A
INCERTEZA.
RITIMA DE
MUITO A POUQUINHO,
SABENDO QUE
O RESULTADO,
SÓ VAI ACHAR
NO CAMINHO.
(MESTRE
ADILSON)
No Grupo
Brasília Capoeira, o Mestre Marquinhos representava muito mais que um Mestre,
ganhei um amigo, um parceiro de viagens, um irmão mais velho que, infelizmente,
no dia 27 de dezembro de 2006, faleceu em um acidente de carro.
CADA DIA É
UM RENASCER E TER UM DRAGÃO ABATIDO COM MINHA FANTASIA DE JORGE. AGRADEÇO AS
DORES QUE SINTO E USO-AS COMO UM DESPERTADOR ME CERTIFICANDO DIARIAMENTE MINHA
PRESENÇA. COM ASA QUEBRADA OU DEPENADO, ALÇO VOOS INCERTOS E IMPRECISOS. MAS
VOO!!!! (MESTRE ADILSON)
No dia 27 de
setembro de 2007, com a liderança do Mestre Adilson, reerguemos o Grupo Adilson
Capoeira. A minha amizade com o Mestre Adilson se estreitou e passamos a
treinar capoeira juntos no Parque da Cidade. Foi então que aquele Mestre
Barbado, Gigante, que eu via só de longe como um fã vê seu ídolo, achando que
jamais poderia chegar perto, se tornou meu amigo. Passamos a frequentar um a
casa do outro.
“NÃO DEIXEIS
JAMAIS QUE ALGUÉM QUE ACHEGOU-SE DE TI VÁ EMBORA SEM SENTIR-SE MELHOR OU MAIS
FELIZ!” (MADRE TEREZA DE CALCUTÁ)
No dia 29 de
Junho de 2014, fui Graduado Contramestre na Roda da Torre de TV do Mestre Kall,
em Brasília-DF, com a presença de vários Mestres de Brasília.
Em 11 de
Outubro de 2015, foi comemorado os 50 anos de Capoeira do Mestre Adilson, no
Colégio Elefante Branco, sob a minha coordenação e do Mestre Eduardo (Foca), do
Grupo UCDF.
No dia 23 de
maio de 2020, aconteceu a comemoração dos 55 anos de Capoeira do Mestre
Adilson. Na ocasião, o Mestre Adilson formou Corda Vermelha – Mestre de Capoeira:
eu, Rodrigo Ribeiro Miranda (Mestre Galego) e Adilson Alves da Silva Junior.
“O
IMPOSSÍVEL É PRECONCEITUAR O RESULTADO. SOU BROTO DE BAMBÚ QUE RENASCE DA
PODA.” (MESTRE ADILSON)
Sigo minha
caminhada na Capoeira dando aulas voluntárias na minha casa (na Cidade
Ocidental), participando de eventos, batizados, workshops, campeonatos e
palestras pelo Brasil e pelo Mundo.
“UM SOLITÁRIO É
SEMELHANTE A UM POÇO PROFUNDO. É FÁCIL LANÇAR-LHE UMA PEDRA. MAS SE A PEDRA FOR
AO FUNDO, QUEM OUSARÁ RETIRÁ-LA?” (NIETZSCHE)